1 TEMA
O lúdico como instrumento psicopedagógico para crianças com dificuldades de aprendizagem.
2 PROBLEMA
Como as atividades lúdicas contribuem na atuação do psicopedagogo para minimizar a dificuldade de aprendizagem?
3 JUSTIFICATIVA
O projeto expõe o trabalho do psicopedagogo utilizando o lúdico como metodologia para analisar a dificuldade de aprendizado, sendo utilizado como referência autores como, Santos, Cruz, Lacerda, Meyer e outros citados na referência deste artigo.
O psicopedagogo tem um papel importante, observar os gestos, atitudes, comportamento e outros. Após a criança ser analisada, o psicopedagogo, realizará as intervenções necessárias para que se possa chegar ao resultado final.
Um dos papeis citados no artigo, para o psicopedagogo, é orientar educadores na identificação da dificuldade de aprendizagem. Tendo atualmente como um dos instrumentos o lúdico, que utiliza como metodologia as brincadeiras e jogos, instigando assim, o saber do educando para expor as dificuldades ou habilidades do mesmo, para um melhor aprendizado.
4 OBJETIVOS
4.1 Objetivo Geral
Verificar como as atividades lúdicas contribuem para erradicar a dificuldade de aprendizagem, contribuindo na atuação do psicopedagogo.
4.2 Objetivos Específicos
ü Conhecer instrumentos de aprendizagem usando o lúdico na fixação da aprendizagem.
ü Compreender como crianças com dificuldade de aprendizagem aprendem com aplicação da metodologia lúdica.
ü Descobrir como o psicopedagogo usa o lúdico no seu trabalho diário
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Como afirma Lacerda (2008, p.1): “[...] a palavra latina usada para significar “passatempos” é a palavra “ludi”, que vem de “Lydi”, lídios, daí temos hoje a palavra lúdico significando brinquedo, diversão, etc”.
O trabalho do psicopedagogo, ‘transformou’ o lúdico, deixando de ser apenas um jogo, tornando- o uma atividade que faz parte na vida dos seres humanos, onde a atividade lúdica envolve não somente o resultado da ação final, mais o momento vivenciado e observado pelo psicopedagogo para futuras intervenções (MEYER, 2007, p. 1).
Segundo Papalia e Olds (apud MEYER, 2007, p.1), afirmam que:
[...] para estabelecer se houve ou não aprendizagem é preciso que as mudanças ocorridas sejam relativamente permanentes. Existem pelo menos sete fatores fundamentais para que tal aprendizagem se efetive, são eles: saúde física e mental, motivação, prévio domínio, amadurecimento, inteligência, concentração ou atenção e memória. A falta de um desses fatores pode ser a causa de insucessos e das dificuldades de aprendizagem. O conceito de dificuldades de aprendizagem é abrangente e inclui problemas decorrentes do sistema educacional, de características próprias do individuo e de influências ambientais.
A análise do psicopedagogo da- se inicio na família e no meio social em que vive. É no ambiente familiar que se inicia a vida escolar do educando, onde aprende as primeiras palavras e surgem as primeiras dificuldades. Com a necessidade de trabalhar, os pais deixam a cargo da escola, ensinar, ‘esquivando-se’ da responsabilidade de acompanhá-las, agravando a dificuldade de aprendizagem sem ter quem as oriente fora da escola. O psicopedagogo analisará individualmente o aprendiz observando suas dificuldades.
Fermino; Boruchovith; Diehl (apud FELDMANN, 2011, p. 1) afirma que: “[...] as evidências sugerem que um grande número de alunos possui características que requerem atenção educacional diferenciada”. O acompanhamento psicopedagógico será importante para nortear o trabalho de conhecimento, da fase em que se encontram cada aprendiz na dificuldade de aprendizado, indicando assim, o material lúdico para aplicação em cada caso.
Os jogos e as brincadeiras são um dos instrumentos lúdicos, utilizados pelo psicopedagogo para intervir de forma adequada, possibilitando a criança adquirir conhecimentos e habilidade, tais como a expressão corporal, estimulo a iniciativa, dentre outros aspectos que consiste que a criança aprenda a conviver com as emoções, como o medo, alegria, ansiedade, raiva, aprendendo a compartilhar, a colocar-se no lugar do outro, cumprir e respeitar regras dentre outros pontos de vista.
Como afirma Freitas (2009, p. 1):
[...] jogar e aprender caminha paralelamente na Psicopedagogia e, possibilitando, através da hora lúdica ou hora do jogo, observar prazeres, frustrações, desejos, enfim, podemos trabalhar com o erro e articular a construção do conhecimento.
O psicopedagogo deverá estar atento quanto à idade e capacidade de cada criança, objetos adequados deveram ser escolhidos e deixados à disposição das mesmas, observando a qualidade e quantidade satisfatória. O profissional instigará a criança a escolher um objeto, analisando e logo após, expor os motivos que a levaram a escolhe- lo.
A criança com dificuldade de aprendizado, sendo acompanhada do psicopedagogo, tende ser analisada através de diferentes atividades lúdicas com o objetivo de identificar a dificuldade existente no mesmo para com o estudo. Conforme Cruz (2011, p.1):
[...] o jogo como estratégia didática, facilitadora da aprendizagem, quando as situações são planejadas e orientadas [...], visando ao aprender, isto é, a de proporcionar à criança a construção de algum tipo de conhecimento, alguma relação ou o desenvolvimento de alguma habilidade.
A intervenção para o psicopedagogo junto aos educadores se faz importante, para o desenvolvimento do educando, onde o profissional será ‘observado’ pelo psicopedagogo, para possíveis intervenções positivas, ao uso do lúdico nos trabalhos escolares, avaliando o comportamento do aprendiz com os colegas, e o educador. Relatam Santos; Vilas Boas; Dantas et. al (2002, p. 6) afirmando que:
[...] a atuação do psicopedagogo na escola, esta também configura-se no atendimento aos alunos com problemas de aprendizagem já instalados (realizando atividades com grupos) bem como, na prevenção dos mesmos, buscando realizar um trabalho global junto aos alunos, através do desenvolvimento do raciocínio e resgate da auto-estima, a fim de despertar o prazer e a vontade de aprender.
O compartilhar do psicopedagogo junto aos grupos, relatores da produção de planos e projetos no contexto escolar, realizando junto aos educadores, diretores e coordenadores, a aplicação nas disciplinas o lúdico, respeitando a individualidade de cada criança, e esclarecendo que não é só o brincar, mas uma metodologia que facilitará no aprendizado.
A meta que deverá alcançar na aplicação do lúdico para a dificuldade no aprendizado, sobre orientações do psicopedagogo, só estará concluída, quando se constata o equilíbrio do aprendizado, ou seja, se confirmar que o educando realmente aprendeu.
6 METODOLOGIA DA PESQUISA
O tema terá como base de pesquisa, internet e Artigos Científicos, fazendo com que o projeto tenha informações necessárias para a conclusão, sendo utilizada como abordagem a descritiva-exploratória. O projeto tem como foco conhecer as metodologias lúdicas que lhe são aplicadas, e como proceder ao acompanhamento do psicopedagogo.
Com a utilização do lúdico, o psicopedagogo utilizará metodologias como o brincar, representar teatralmente, produzir textos, contar e recontar histórias, jogos com objetivos, que levará o aprendiz a vencer desafios, construir com erros e acertos, onde o psicopedagogo irá realizar intervenções com o mesmo, tendo o propósito de instigar para novas soluções (SANTOS, 2010, p. 1).
Segundo Santos (2010, p.1): “[...] a Psicopedagogia é uma ciência que tem como objeto de estudo, o sujeito aprendiz”. O psicopedagogo após levantamento de hipóteses, ao longo do processo ‘investigativo’ e diagnostico, interpreta o que lhe foi observado orientando- se para intervenção.
Estudar a convivência da criança, através da metodologia lúdica torna- se possível relaciona- la com o mundo em que vive, completando a formação da personalidade, onde o mesmo, formará opiniões, realizações lógicas e a socialização, que se faz necessária para o aprendizado (MAURICIO, 2011, p. 13).
O relato de Freitas (2009, p.1) afirma que: “No diagnóstico psicopedagógico a atividade lúdica é um rico instrumento de investigação clínica, pois permite ao sujeito expressar-se livre e prazerosamente”.
O projeto esclarecerá a contribuição do lúdico para atuação do psicopedagogo, na intervenção para a dificuldade de aprendizado.
REFERÊNCIAS
CRUZ, Ivan Dionizio da. Lúdico e sua Definição, 2011. Disponível em: <http://www.webartigos.com>. Acesso em: 20 Abr. 2011.
FERMINO, Fernandes Sisto; BORUCHOVITH, Evely; DIEHL, Tolaine Lucila Fin. Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedagógico. Petrópolis, RJ: Vozes. In: FELDMANN, Juliane. A Importância Do Psicopedagogo, 2011. Disponível em: <http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_24/artigo_sobre_a_importancia_do_psicopedagogo>. Acesso em: 20 Abr. 2011.
FREITAS, Cacilda. A utilização do lúdico no diagnóstico psicopedagógico, 2009. Disponível em: <http://professoracacilda23.blogspot.com/2009_02_15_archive.htm>. Acesso em: 25 Abr. 2011.
LACERDA, Antonio Gomes. Origem da palavra lúdico, 2008. Disponível em:<http://antoniogomeslacerda.blogspot.com/2008/10/origem-da-palavra-ldico.html>. Acesso em: 25 Abr. 2011.
MAURICIO, Juliana Tavares. Aprender Brincando: O Lúdico na Aprendizagem, 2011. Disponível em: < http://www.profala.com/arteducesp140.htm. Acesso em: 25 Abr. 2011.
MEYER, Astrid Vieira. O USO DO LÚDICO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM, 2007. Disponível em: <http://analgesi.co.cc/html/t35714.html>. Acesso em: 25 Abr. 2011.
PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally W. Desenvolvimento humano. 7ª ed. Porto Alegre. In: MEYER, Astrid Vieira. O USO DO LÚDICO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM, 2007. Disponível em: <http://analgesi.co.cc/html/t35714.html>. Acesso em: 25 Abr. 2011.
SANTOS, Adilma Souza; VILAS BOAS, Adriana Nascimento; DANTAS, Elisania dos Santos; MOURA, Maria Augusta da Silva. O LÚDICO E A PSICOPEDAGOGIA, 2002. Disponível em: < www.faced.ufba.br/~ludus/trabalhos/2001.2/ludpsipd.doc >. Acesso em: 20 Abr. 2011.
SANTOS, Maria Angélica Bernardes. Psicopedagogia - um olhar diferente sobre a aprendizagem e a dificuldade de aprendizagem, 2010. Disponível em: <http://espaopsicopedagogico.blogspot.com/2010/01/que-e-psicopedagogia.html>. Acesso em: 25 Abr. 2011.
Maravilhoso amiga, estou orgulhosa de você. Boa sorte.
ResponderExcluirLembre-se que "seguir em fente é somente dizer ao mundo o que compreendeu dele" (Denilda Cerqueira,2011).
Bjos
Rubia boa rarde quero a penas parabeniza-la pela
ResponderExcluirsua vitoria,você lutou para chegar uns dos seus
objetivos. E por isso dedico esse pensamento a você.
"O que separa a deficiência com a eficiência é apenas o tamanho do sonho que se sonha."
Professor; Ivan Dionizio da Cruz; Filosofo e Mestre em Sociologia."
Olá, Rúbia! Pesquisando alguns trabalhos em Psicopedagogia, encontrei este seu, em que um artigo meu é citado em sus referêncis. Fiquei feliz em ter contribuido.
ResponderExcluirSe quiser conhecer o trabalho de conclusão do curso com Alicia Fernandes também teoriza sobre o lúdico na Psicopedagogia. Está disponível no blog: http://projetospedagog.blogspot.com.br/2007/10/monografi-construes-possveis-na.html Maria Angélica Bernardes dos Santos
Muito bom!!!
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