domingo, 9 de setembro de 2012

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 A Constituição Cidadã


RUBIA ARNALDO, 2012.
1 INTRODUÇÃO
A Constituição Federal de 1988 foi promulgada[1] no governo do Presidente José Sarney, diferentes garantias constitucionais foram inseridas, dando ao Poder Judiciário subsídios para agir quando for requisitado.
Como afirma Raposo (2002, p. 2), “[...] na Constituição Federal de 1988, analisando a inserção do direito à educação no rol dos direitos sociais, buscando avaliar a atribuição de direitos subjetivos ao cidadão”.
Nos artigos 205 a 2013 da Constituição Federal de 1988 relata o direito à educação, tendo o Poder Judiciário, a família e a sociedade de suma importância para garanti-la com o direito social (HUMENHUK, 2009, p. 1).
O governo federal tem criado diferentes programas, onde este artigo cita o EJA[2] e o SEEA[3], voltados para a educação de jovens e adultos, com o intuito de se ter um ensino adequado para a faixa etária.
2 EDUCAÇÃO
A Constituição Federal de 1988, nos artigos 205 a 213, afirma o direto a educação, a todos os cidadãos, inserindo e dando garantias aos alunos que não poderam ter acesso em idade regular à escola, o direito ao ensino fundamental, aos portadores de deficiência e o direito a creche, a criança de 0 a 6 anos (VALVINO, 2009, p. 3).
O estado e a família estão incluídos no artigo acima, onde deverá haver um incentivo de ambos com a sociedade, visando o crescimento pessoal, para que possam vir a serem cidadãos de bem, preparados para o mercado de trabalho.
Diferentes programas foram implantados, como o EJA, para que os alunos com idade fora da realidade educacional fossem reintegrados com metodologias, onde os mesmos pudessem acompanhar.
Como cita raposo (2002, p. 3):
Educação[...] constitui o ato ou efeito de educar- se; o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração individual e social. Significa também os conhecimentos ou aptidões resultantes de tal processo, ou o cabedal cientifico e os métodos empregados na obtenção de tais resultados. E, ainda, instrução, ensino.
Em 2003 o Presidente Luis Inácio Lula da silva, criou o programa SEEA, com o intuito de combater o analfabetismo, que tem a maior concentração na região nordeste. Os dados de 2009 mostram que 14,1 milhões de brasileiros com idade de 15 anos, não sabem ler nem escrever, os dados demonstram 10,5% da população geral, ou seja, os jovens deixam de freqüentar as escolas para trabalharem e ajudar os pais (ALVES, 2009, P.1).




[1] Ato privativo do Congresso Nacional que atesta, oficialmente, a existência de uma lei, com a ordem do seu cumprimento.
[2] Educação de jovens e adultos.
[3] Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

COMPOSTO IÔNICO, COM ÊNFASE PARA O CLORETO DE SÓDIO (Na Cl)


Denilda Cerqueira; Marli Santos; Rubia Arnaldo- 2012.

O estudo sobre compostos iônicos com ênfase para o Cloreto de Sódio (NaCl) faz- se através do entendimento das ligações iônicas, onde há a transferência de elétrons de um átomo para outro, e as interações entre os cátions (íons positivos) e os (íons negativos).
De acordo com Machado (2006, p. 30), “Os compostos iônicos são formados por ligações iônicas entre um elemento muito eletronegativo com outro pouco eletronegativo”, ou seja, é o resultado da interação de um metal com outro metal sendo os mesmos, cátions e ânions.
O Cloreto de Sódio, formado pelos Íons Na+ e Cl-, destaca- se como um dos componentes resultantes dessa ligação formando o sal de cozinha. O NaCl quando colocado em contato com a água torna- se bom condutor de eletricidade, o qual torna- se energeticamente (energético)estabilizado ao possuírem oito elétrons na camada de valência.
Segundo Coimbra (2005, p. 24): O NaCl quando em meio aquoso ou quando fundidos, tornam- se bons condutores de eletricidade, porque cátions e ânions estão livres para moverem- se sob a influência de um campo elétrico.
Dessa forma, pode- se concluir que os compostos iônicos são formados pela ligação entre um metal e um não- metal e que o Cloreto de Sódio além de ser utilizado na alimentação como sal de cozinha pode também ser usado como condutor de energia.

INFLUÊNCIA DA SALINIDADE NO CRESCIMENTO DE JUVENIS DE JENESY MULTIDENTADA (PICES)


ANA CRISTINA; MARLI SANTOS; RUBIA ARNALDO. 2007.
A bomba de sódio e potássio é uma enzima importante para o funcionamento celular, tendo seu potencial elétrico. De acordo com Castilho (2006, p. 1), “A bomba sódio e potássio é o processo ativo que permite a manutenção da concentração diferencial desses íons”.
Ao se colocar um peixe de água doce, que absorve água por um processo de difusão através de membrana semipermeável e íons são perdidos por outro processo de difusão, em um ambiente salino, haverá modificações no seu metabolismo, onde passa a absorver água e eliminar em menor quantidade através da urina com maior concentração de íons.
Sendo que, pelo mesmo ser de água doce, deveria perder totalmente água por causa do excesso de sódio, chegando a morte. Mas, como a espécie estudada suporta grandes modificações na concentração salina da água, seu crescimento é influenciado pela retenção de água e a utilização de um transporte passivo onde não há gasto de energia.
De acordo com Mai, Garcia, e Vieira (apud JUNIOR; NETO; JUNIOR, 2007).
[...] o crescimento é influenciado pela energia gasta na osmorregulação. [...] a salinidade pode estar aumentando a atividade das células pituitárias produtoras do hormônio de crescimento.
Com isso, pode- se concluir que o peixe estudado, utilizando a bomba de sódio e potássio adapta- se à mudança de ambiente regulando seu meio interno de modo a manter uma condição estável de sobrevivência pela interação de mecanismo de regulação.

O MODELO BIOLÓGICO DE BRONFENBRENNER Contribuições para o desenvolvimento humano.


RUBIA ARNALDO, 2012.
POLÔNIA, Ana da Costa; DESSEN, Maria Auxiliadora; SILVA, Nara Liana Pereira. A ciência do desenvolvimento Humano: tendências atuais e perspectivas futuras. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Bronfenbrenner, nasceu em Moscou, Rússia em 1917. Graduou- se em música e em psicologia pela universidade de Cornell. Completou o mestrado em Harvard e em 1943 o doutorado na Universidade de Michigan, Participou do planejamento e da implementação de movimentos e projetos governamentais ligados a questão do desenvolvimento de seres humanos.
O capitulo quatro, indico para a análise critica, dá- se inicio destacando as décadas e os avanços da pesquisa pelo mesmo desenvolvido. As autoras poderiam esclarecer o que seria tratado no artigo com mais clareza, evitando antipatia do capítulo, o que fez com que o texto se tornasse monótono.
O capítulo relata a pesquisa do músico e psicólogo Bronfenbrenner. Defensor do modelo bioecológico, as autoras destacaram os conceitos e pretextos básicos do modelo, os pressupostos norteadores e as principais contribuições.
O pesquisador estava correto em 1970 quando discordou em partes dos modelos expostos para pesquisa naquela época, relatando sua justificativa sobre o mesmo, onde o primeiro modelo, o endereço ou localização, por ser comparativo entre classes e natalidade. Ele relata que, alguns casos, este modelo fica simplesmente na teoria, não havendo realmente a pesquisa necessária. No segundo o de tributos, levantamento de sexo, idade, indica a mesma colocação de observação do primeiro, se faz necessário, porem nem sempre os dados são reais. No terceiro nomeado nicho ecológico, estudo sobre o desenvolvimento humano, expondo localizações favoráveis e desfavoráveis. Quarto modelo, pessoa- contexto demonstra que a pessoa.
Esses modelos foram à base para Bronfenbrenner criar sua teoria e metodologia através da experiência, modificando-os em processo, pessoa, contexto e tempo.
Bronfenbrenner norteou o modelo ecológico, esclarecendo que o homem não recebe influencia exclusivamente do ambiente, mas da relação entre o individuo e o meio definido assim o processo.
A noção de pessoa identifica a peculiaridade de cada pessoa, que influencia no seu desenvolvimento.
O contexto humano está subdividido em fase, sendo as mesmas, microssistema (escola- família); mesossistema (escola, família e outros); Exossistema (ambiente externo dos pais); macrossistema (os três contextos anteriores juntos). O cromossistema sendo o quarto modelo destaca o tempo, situação, vivida pelas pessoas entre ambiente e sociedade em geral.
Posso citar Bronfenbrenner como pesquisador, que através da sua pesquisa outros pesquisadores puderam compreender o desenvolvimento humano esclarecendo situações e ações que ocorrem no dia- a- dia, podendo ser compreendidas, solucionadas e respeitando os contextos humano de forma a orientar a mesma corretamente.

domingo, 2 de setembro de 2012

PLANEJAR É IMPORTANTE?


Como afirma Oliveira (2007, p. 2): “Documentando o processo o planejamento é instrumento orientador do trabalho docente”.

O planejamento em qualquer área se faz importante. É através do planejamento que metas podem ser traçadas, observar se o objetivo foi alcançado e nortear futuras mudanças que possam surgir, para que erros anteriores não se repitam.

O planejar estágio se faz necessário, para formação do futuro formando como uma das disciplinas curriculares. A aproximação da realidade em que o estagiário irá analisar um cotidiano, onde situações que possam surgir devam ser corrigidas sem que haja a intervenção do profissional que o orienta, tendo o planejamento de estágio em mãos, o norteará para mudanças não programadas.

Através do planejamento de estágio o educador estagiário se norteará no que será tratado em sala de aula, levando o mesmo a se auto-analisar e avaliar, ou seja, se os objetivos do mesmo foram alcançados. Improvisos podem acontecer, porém não poderá sempre seguir dessa forma, o planejar o levará a traçar metas que para serem alcançadas deverão ser seguidas. As atividades que serão datas pelo educador regente devem ser cumpridas, pois faz parte do cronograma de ensino da escola, assim o planejamento prévio será de suma importância para que o professor orientador do estágio possa analisalo antes que seja aplicado em sala de aula.  

O professor deve possuir habilidade de construir um bom convívio social entre alunos de diferentes origens socioculturais e monitorar as regras inerentes a essa tarefa, sendo a classe de educação infantil, espera-se do professor que:

·        seja capaz de levar em conta as necessidades e os desejos dos alunos;
·        saiba criar uma relação de confiança com os alunos;
·        mostre que tem expectativas positivas quanto ao comportamento dos alunos;
·        esteja consciente das causas e conseqüências de preconceitos ligados a determinados papéis sociais;
·        estimule o bom convívio entre os alunos;

Os objetivos acima citados referem- se à forma do professor estagiário está atento, para que não haja diferente tratamento dos alunos. O objetivo principal do planejamento é possibilitar um trabalho mais significativo e transformador na sala de aula, na escola e na sociedade. O plano escrito é o produto deste processo de reflexão e decisão. Não deve ser feito por uma exigência burocrática, mas, ao contrário, deve corresponder a um projeto-compromisso do professor, tendo, pois, suas marcas.

A finalidade do plano é criar e organizar o trabalho. Para tanto, deve ser: objetivo, verdadeiro, crítico e comprometido. (VASCONCELLOS, 1995, p. 60).

REFERÊNCIA

OLIVEIRA. Elisabete Hulsmann Bauer de. Planejamento na Educação Infantil, 2007. Disponível em: < http://elisabethbauerinfancia.blogspot.com/2007/07/planejamento-na-educao-infantil.html>. Acesso em: 07 Set. 2010.

SMITT, Adriana; BENER. Fabiana F. C.; RAUSCH. Rita Buzzi Rausch.Registro do planejamento na Educação Infanti1995. Disponível em:
<http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Rausch.pdf>. Acesso em 07 Set. 2010.

OS PRINCIPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO MODERNA E SUA INFLUÊNCIA NO PENSAMENTO BURGUÊS


2012/ RUBIA ARNALDO
1 INTRODUÇÃO
Na Idade Média a igreja teve um grande poder no pensamento e no comportamento das pessoas. Pirenne (1968, p. 59) cita que, “A igreja foi duramente a Idade Média a classe social mais importante”.
Com o surgimento da idade Moderna os princípios mudaram, surgindo tendências que revolucionaram esta época.
Segundo Viana (2005, p.50) “Foi extremamente relevante, pois, rompeu com o pensamento medieval, exortaram novos valores sobre o homem, o mundo e a relação com o espiritual”.
2 INFLUÊNCIA DA IGREJA NA EDUCAÇÃO NA IDADE MÉDIA
A escola era organizada pela igreja a qual localizava nos mosteiros, e tinha posse dos livros onde, poucos tinham acesso pelo alto preço cobrado pela igreja, que aproveitava o alto analfabetismo, só deixando a par o que lhe era devido, dessa forma o conhecimento ficava restrito.
Mais tarde junto à catedral foram fundadas as primeiras universidades, onde Santos (2002, p. 78) relata que “[...]com o tempo, mestres e alunos passaram a formar uma corporação de todos aqueles que se dedicavam aos estudos: eram as universidades”.
Grandes nomes influenciaram a educação sendo os mesmos, Roger Bacon[1], Santo Agostinho[2], São Tomás de Aquino[3], homens que juntaram a fé com a razão, onde a influência da igreja era grande e impedia a inclusão de doutrinas com medo de corromper a fé e os costumes.
As universidades iniciaram um debate para mudar o pensamento educacional da época, que teria no século seguinte. Duas tendências educacionais surgiram na Idade Média, a Patrística[4] e a Escolástica[5].
3 EDUCAÇÃO MODERNA
Nasceu da vontade de se ter liberdade e poder tomar suas próprias decisões, onde burgueses ao final da idade média, insatisfeitos com a igreja segue Lutero, que era contra os princípios da igreja e o seu modo de agir com os fieis.
Martinho Lutero foi o responsável pela tradução bíblica, mostrando às pessoas a verdade ali escrita dando origem a novas igrejas, o mesmo defendia uma educação para todos independente de classe social. Dessa luta formou- se o renascimento que tinha o modo de pensar independente, deixando as pessoas livres para formar suas opiniões.
Como cita Duarte (2000, p. 95) “Com base na livre interpretação da bíblia, foram surgindo outras igrejas [...].
3.1 RENASCIMENTO
Movimento intelectual que nasceu através de burgueses no final da idade Média, com o ideal de crescerem culturalmente, tendo posse dois seus direitos de ter suas próprias decisões.
Vicentino (1998, p. 32) afirma que, “Renascimento constituiu- se por assim dizer, no movimento cultural da burguesia acedente.
O renascimento teve características importantes para o seu desenvolvimento.
3.1.1 Humanismo
O movimento do humanismo era opositor a DEUS sendo antropocêntrico, ou seja, o homem era o centro das preocupações, destacando- se Erasmo de Roterdã, ilustre humanista, criticou violentamente a sociedade e a igreja de seu tempo.
Como relata Maia (2002, p. 229) “Os humanistas defendiam a idéia de que os ensinamentos deveriam ser baseados no período a.C, portanto provocaram uma grande revolução na época, pois eram cristãos e a educação medieval baseava- se no cristianismo.
3.1.2 Raciolanismo
Só se apegava ao que era realidade. Como cita Santo (2002, p. 86) “[...] o desenvolvimento das artes, da literatura e do espírito critico que levou ao progresso das ciências.
3.1.3 Individualismo
Representava a capacidade de alcançar o sucesso ou fracasso, para o mesmo foi permitido o individualismo.
4 ILUMINISMO
Trouxe conseqüências em que o homem queria mais transformações que mudasse realmente as pessoas.
Vicente (1998, p. 58) afirma que “Todos os conhecimentos humanos chegam à nossa mente através dos sentimentos (empirismo) e posteriormente se desenvolve pelo esforço da razão”. 
Os iluministas pregavam que todos os homens deveriam ter acesso ao conhecimento científico.


[1] Professor de Ciências Medieval.
[2] Filosofo.
[3] Filosofo.
[4] Defendia os papas e a fé vinha depois da razão.
[5] Era baseada na razão. A fé e a razão andavam em caminhos diferentes com uma parcialidade entre as mesma.

domingo, 26 de agosto de 2012

O LÚDICO COMO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO PARA CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

RUBIA GRACIELA DE SOUZA ARNALDO
1  INTRODUÇÃO
O pesquisa teve como tema o lúdico como instrumento psicopedagógico para crianças com dificuldades de aprendizagem e a contribuição das atividades lúdicas para a atuação do psicopedagogo, tendo como problema, como as atividades lúdicas contribuem para a atuação do psicopedagogo no diagnóstico.
Justifica- se o lúdico como instrumento de aprendizagem na atuação do psicopedagogo, tornado- se freqüente, trazendo um trabalho consciente, observando o avanço de cada caso, tendo a importância de se compreender a dificuldade, procurando desenvolver diariamente atividades com o lúdico, para o diagnóstico da dificuldade de aprendizagem.
O tema teve como fundamento teórico:  A formação social da mente que estuda o sujeito com dificuldade de aprendizagem. Como afirma Vygotsky (2007, p. 2), “[...] o brinquedo exerce enorme influência na promoção do desenvolvimento infantil, apesar de não ser o aspecto predominante da infância. [...] o termo brinquedo refere-se essencialmente ao ato de brincar, à atividade”. O olhar do psicopedagogo deverá ser individual a cada criança, onde, na sessão diagnóstica partindo da queixa recebida seja pelo professor, pais ou instituição, onde após o levantamento de hipóteses e analise das atividades realizadas chegará a um diagnostico, ou seja, a dificuldade do sujeito, correspondendo à faixa etária de idade, realiza o trabalho tendo a finalidade desejada.
            O lúdico deixou de dar sentido apenas ao brincar, completando a vida dos seres humanos, destacando que a atividade lúdica abrange a ação final e os momentos vivenciados pelo sujeito naturalmente.
Há muito tempo vem-se discutindo as questões dos jogos e das brincadeiras, principalmente quais efeitos positivos podem afetar na vida da criança.
O despertar da leitura e escrita é uma ação natural do sujeito, onde o educador é o mediador, tendo por meio de atividades lúdicas apoio à metodologia de alcance da fala e escrita.
As atividades de brincar e jogar, sendo orientadas corretamente por um psicopedagogo, ou outro profissional da área, fornecerá um desenvolvimento em relação a dificuldade de aprendizagem, mudando o comportamento do sujeito, onde estará interagindo naturalmente, permitindo que a mesma desenvolva a coordenação motora, a atenção, desenvolve a expressão corporal, estimulando a iniciativa, dentre outros aspectos.
Segundo Marcelino (1996, p. 38):

É fundamental que se assegure à criança o tempo e os espaços para que o caráter lúdico do lazer seja vivenciado com intensidade capaz de formar a base sólida para a criatividade e a participação cultural e, sobretudo para o exercício do prazer de viver, e viver, como diz a canção [...] como se fora brincadeira de roda [...].
O momento em que a criança está submergida pelo brinquedo torna- se mágico e precioso, expondo a aptidão de observar, mantendo a atenção concentrada e produtiva, explorando naturalmente o brinquedo, mesmo que não seja o que se espera, através da forma em que brinca, o psicopedagogo estará analisando-o, com o intuito de conhecer o comportamento e a interação do mesmo.
O brincar cantado ou de roda favorecem a musicalidade, a dança, dramaturgia, mímica e jogos, (a depender de cada atividade), simbolizando conhecimentos que contribuem para o desenvolvimento do sujeito.
O objetivo geral foi verificar como as atividades lúdicas contribuem para excluir a dificuldade de aprendizagem, através da atuação do psicopedagogo. E tendo como os específicos: avaliar através do diagnóstico a aprendizagem, usando o lúdico na fixação da aprendizagem; compreender como crianças com dificuldade de aprendizagem aperfeiçoam- se com a utilização da metodologia lúdica; citar como o psicopedagogo usa o lúdico no seu trabalho diário.
A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica de livros, revistas e internet, fazendo com que o artigo tenha informações necessárias para a conclusão, tendo como método o descritiva- exploratória. 
Observar a convivência da criança através da metodologia lúdica, torna- se possível relaciona- la com o mundo em que vive, aperfeiçoando o desenvolvimento da personalidade, onde a mesma, formará opiniões, concretas e coerentes, para o bom convívio, interagindo com o meio em que vive (MAURICIO, 2009).
2 CONTEXTUALIZANDO O LÚDICO
Os jogos são atividades orientadas que auxiliam nas atividades escolares, despertando na criança a dedicação ao jogo, estimulando a leitura e escrita, onde a mesma ingressará na sociedade de forma natural.
Segundo Alves, (1987, p.1), “o lúdico privilegia a criatividade e a imaginação, por sua própria ligação com os fundamentos do prazer. Não comporta regras preestabelecidas, nem velhos caminhos já trilhados, abre novos caminhos, vislumbrando outros possíveis”.
O lúdico não pode ser aplicado apenas como lazer ou diversão, deixando de lado o objetivo de interagir o sujeito ao ambiente em que vive, sendo educativo, sentindo- se atraído pelo brinquedo, cabendo ao psicopedagogo estimular o sujeito a explorar o que lhe for oferecido, sem limite de tempo.
A utilização do lúdico através do psicopedagogo segue as atividades associando o brinquedo a idade adequada, analisando a competência de cada um para o brinquedo que irá utilizar tanto quanto em qualidade, variedade, atividade que será realizada e material utilizado para confeccionar, encontrando nas próprias atitudes a resposta para as necessidades.
2.1 O LÚDICO COMO DIAGNÓSTICO PARA APRENDIZAGEM
Permite- se durante as brincadeiras, que o sujeito consiga controlar as emoções, o medo, alegria, angustia, zanga, contribuir, e compreender o lugar do outro, alcançar e acatar regras. O diagnóstico psicopedagogico compreenderá o sujeito observando os conhecimentos e habilidades, onde suas atividades devem visar um resultado, e uma ação dirigida para a busca de finalidades na aprendizagem.
O papel do psicopedagogo é importante por ser um orientador que auxilia nas experiências educativas e de comunicação. Sabe- se que o sujeito está dependente de situações prontas, portanto, intervir, estimular a curiosidade para conhecer o ambiente que a cerca, solucionando problemas, que possam ocorrer no ambiente escolar, familiar ou social (SILVA, 2006).
A atividade lúdica no diagnóstico conduz o psicopedagogo a conhecer brincando o sujeito analisado, onde sem perceber mostrará o que sabe de forma descontraída, sem a necessidade de intervir ou dar comandos, fazendo com que exponha as dificuldades ou talvez não existam, faltando apenas estimulo ou a forma correta para aplicação do lúdico.
A brincadeira é uma das linguagens utilizadas pelo sujeito, com a utilização da atividade lúdica, fornecendo-lhe um ambiente propício a sua linguagem de comunicação, bem como facilitar o processo de permanência em um ambiente onde se sente acolhida e respeitada.
A atividade lúdica é um instrumento utilizado pelo psicopedagogo para que o sujeito interaja de forma a socializar- se naturalmente:


 ● As atividades lúdicas correspondem a um impulso natural da criança, e neste sentido, satisfazem uma necessidade interior, pois o ser humano apresenta uma tendência lúdica;
● O lúdico apresenta dois elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. Ele é considerado prazeroso, devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo. É este aspecto de envolvimento emocional que o torna uma atividade com forte teor motivacional, capaz de gerar um estado de vibração e euforia. Em virtude desta atmosfera de prazer dentro da qual se desenrola, a ludicidade é portadora de um interesse intrínseco, canalizando as energias no sentido de um esforço total para consecução de seu objetivo. Portanto, as atividades lúdicas são excitantes, mas também requerem um esforço voluntário;
Quadro 1: A Importância do Lúdico na Aprendizagem
Fonte: PINHO, Raquel. O LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM, 2009. Disponível em:<http://www.webartigos.com/artigos/o-ludico-no-processo-de-aprendizagem/21258/>. Acesso em: 16 Fev. 2012.
Como citado no quadro 1, o uso do lúdico na pratica psicopedagogica leva o sujeito a criar idéias, definições, ambiente, transformando o físico, deixando- o compatível ao comportamento, à idade de cada sujeito.
A recriação de uma atividade lúdica sofre variações existentes em torno dos jogos de roda, o trenzinho, o esconde-esconde, o pega-pega, levando o sujeito a ‘reviver’ diferentes situações, vivenciadas na infância, brincadeiras que foram passadas de pai para filho (LARA; PIMENTEL; RIBEIRO, 2005).
2.1.1 Jogos
O psicopedagogo utiliza os jogos, visando estimular a forma de pensar do sujeito, em costumes e decisões, que deverão ser rápidas e corretas, sendo utilizadas através de atividades, gerando uma preparação para o desenvolvimento desde a educação infantil até fase adulta.
O aprendizado do sujeito ocorre diferenciadamente, ou seja, em ritmos diferentes respeitando a competência de cada um, sendo necessário, um ambiente adequado, para que ocorra a motivação permitindo a aprendizagem.
O sujeito que não adquiri nas séries iniciais, as competências das disciplinas, possivelmente terá dificuldades de aprendizagem ou emocional, agravando- se a cada ano, vindo a causar frustração e vergonha perante os antigos e novos colegas e às vezes, até pelos professores, tornando – se crianças dispersas e relaxadas com seu material, não se relacionam consigo mesmas e nem com os demais, criando sérios problemas de indisciplinas no convívio escolar, ocorrendo através dos jogos fazendo com que o sujeito desenvolva a auto critica, controlando as emoções, situação vista pelo psicopedagogo através do diagnóstico.
Como cita Piaget (1976, p. 160):
O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório - motor, e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário, e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso os métodos ativos de educação das crianças, exige a todos que forneça as crianças um material conveniente, afim de que, jogando elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil.
É preciso e importante, que se tenha um espaço 100% estruturado, como, brinquedos complexos, para que ao brincar, o sujeito na escola, com o auxilio do educador, que precisa ser criativo, improvisando brinquedos, objetos simples, fáceis de serem encontrados e utilizados, podendo ser construídos em classe, com materiais reciclados tais como, garrafas plásticas e cordão, tendo o auxilio psicopedagogico, orientando com objetivos a serem alcançados nas confecções e brincadeiras.
A criança precisa e deve explorar naturalmente o brincar, mesmo que não seja o esperado. Por vezes desmontam, tiram peças, não cabendo ao psicopedagogo induzir a atitude do sujeito ou intervir no faz de conta, poderá sim, intermediar a inclusão de brinquedos ou brincadeiras que possivelmente o sujeito não tenha notado,ouvindo- a, motivando- a, a falar, refletir e inventar.
2.1.2 Música
  A música tem variados aspectos, o lado técnico que demanda pensamento claro, lógico e matemático no estudo da acústica, da ciência do som, despertando habilidades motoras na execução de um instrumento ou no canto, tendo grande valor recreativo. Através da música o sujeito expressa as experiências e o significado da vida na pratica cotidiana e não apenas um lúdico realizado em festas.
As brincadeiras cantadas e de roda, propiciam ao psicopedagogo conhecer o sujeito, expondo o que sabe, contribuindo para o diagnostico, sendo observada a lateralidade, ritmo, compreensão do comando corporal.
De acordo com Noda (2000, p. 2), “[...] as brincadeiras cantadas integram o conjunto de cantigas próprias da criança e por ela entoadas em seus brinquedos ou ouvidas dos adultos quando pretendem fazê-la adormecer ou instruí-la, transmitidas pela tradição oral”.
A meta da brincadeira cantada é analisar a coordenação motora; rítmico; realizar a socialização; despertar para a música e o movimento; melhorar o contato entre ambos os sexos; disciplinar emoção; timidez, agressividade, incentivar a expressão e a criatividade (LARA; PIMENTEL; RIBEIRO, 2005).
3 ETAPAS DO DIAGNÓSTICO
As dificuldades de aprendizagem são identificadas, após o psicopedagogo receber a queixa sobre o sujeito, seja da escola, dos pais, ou do educador diretamente, realizando sessões diagnósticas com o sujeito, utilizando algumas avaliações através de sessões, sendo no mínimo dez.
Como cita Weiss (1992, p.) como referência para o diagnóstico, EFES[1], EOCA[2], Sessões lúdicas centradas na aprendizagem, Anaminese, Provas e testes, síntese diagnóstica, Entrevista de devolução e encaminhamento.
Poderão ocorrer modificações nas atividades a depender da queixa recebida, tendo o psicopedagogo que determiná-la.  
3.1 ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIO SITUACIONAL (E. F. E. S.)
Na Entrevista Familiar Exploratória Situacional (E. F. E. S.) o psicopedagogo compreende as queixas da escola e familiar, planejando de forma dinâmica uma analise das pessoas que fazem parte da família.
3.2 EOCA
A EOCA é baseada na psicopedagogia social de Pichón Rivière, sendo um objeto simples, mas rico nos resultados, onde o sujeito mostra ao entrevistador o que sabe, o que lhe ensinaram, e o que aprendeu a fazer (SAMPAIO,2004, apud, VISCA, 1987).
A EOCA é a primeira sessão com a criança, antes mesmo de entrevistar os pais utilizando a anaminese, onde o entrevistador estará analisando exclusivamente o saber do entrevistado sem interferência. Sampaio (2004, p. 3) propõe que:
[...] iniciar o diagnóstico com a EOCA e não com a anamnese argumentando que "[...] os pais, invariavelmente ainda que com intensidades diferentes, durante a anamnese tentam impor sua opinião, sua ótica, consciente ou inconscientemente. Isto impede que o agente corretor se aproxime 'ingenuamente' do paciente para vê-lo tal como ele é para descobri-lo.

3.3 ENTREVISTA DE ANAMNESE
O psicopedagogo inicia a entrevista ouvindo os pais, sem presa, deixando-os lembrar cada fato com detalhes, sendo importante que a entrevista seja autentica, para que não influencie nos resultados.
Segundo Moura (2009, apud, WEISS 2003, p. 61) o objetivo da anamnese é:                     
[...] colher dados significativos sobre a história de vida do paciente, [...] toda anamnese já é, em si, uma intervenção na dinâmica familiar em relação à "aprendizagem de vida". No mínimo se processa uma reflexão dos pais, um mergulho no passado, buscando o início da vida do paciente, o que inclui espontaneamente uma volta à própria vida da família como um todo.
Todos os movimentos dos pais deverão ser colocados na observação da anamnese, se houve discordância de algum relato, se tiveram duvidas, se não respondeu a alguma pergunta por que, dados que no na devolutiva terão validade para o diagnóstico.
3.4 SESSÕES LÚDICAS CENTRADAS NA APRENDIZAGEM (PARA CRIANÇAS)
O psicopedagogo utiliza o lúdico como atividade complementar visando levantar hipóteses observando o brincar do sujeito, analisar a criatividade do mesmo levando- o a explorar o seu eu.
Como cita Meyer (2007, p.1), “a criança com dificuldades de aprendizagem muitas vezes é rotulada, sendo chamada de “perturbada”, incapaz “ou” retardada”.
  O jogo não deve ser visto apenas como uma distração para o sujeito, o mesmo desenvolve a iniciativa, alto- estima e em alguns casos retrata o ambiente familiar.
3.5 PROVAS E TESTES
O objetivo das provas projetivas é investigar o sujeito sobre as competências que possui sendo, escolar, familiar e consigo mesmo, onde Sampaio observa que:
O princípio básico é: de que maneira o sujeito percebe, interpreta e manuseia o material ou a reflexão dos aspectos fundamentais, onde detecta- se dificuldades afetivas existentes no processo de aprendizagem de nível geral e especificamente escolar (SAMPAIO, 2004, apud WEISS 2003).
3.6 SÍNTESE DIAGNÓSTICA
Ao final das sessões o psicopedagogo avaliará todas as atividades realizadas, os objetivos alcançados, e levantará uma hipótese, dando inicio a analise e o diagnostico indicando o tipo de dificuldade do sujeito, dando o resultado final a queixa inicial.
O psicopedagogo deverá analisar minuciosamente, pois deverá está convicto para expor a dificuldade na devolutiva e solicitar o encaminhamento.
Como cita Morais (2010, p. 12) apud PAÍN (1992, p. 69), uma vez recolhida toda a informação (...) é necessário avaliar o peso de cada fator na ocorrência do transtorno da aprendizagem.
3.7 ENTREVISTA DE DEVOLUÇÃO E ENCAMINHAMENTO
A entrevista de devolução e encaminhamento é o momento em que o psicopedagogo reuni- se com o sujeito e depois com o queixoso, para informar a conclusão relação ao sujeito. Por ser um momento esperado por ambos, onde o profissional devera está atento as possíveis duvidas sobre o relatório ou a aplicação das atividades.
Ao sujeito será relatado de inicio palavras de auto-estima, evitando colocá-lo em situação onde possa se culpar por ter a dificuldade, mostrando- a possíveis atitudes para melhorar a aprendizagem.
Aos pais, pontuar possível super proteção, como auxiliar nas atividades de casa e, se necessário, um encaminhamento ao profissional que o psicopedagogo julgue necessário para o tratamento.
4 PRINCIPAIS DIFICUDADES DE APRENDIZAGEM
O olhar psicopedagogico utiliza o diagnostico para avaliar o fato que possa ter ocasionado a dificuldade, seja orgânica ou emocional, analisando o possível estado de tristeza, desordem, desinteresse, processos que desencadeiam a desmotivação ao aprendizado, onde pais e professores conceituam como desatenção escolar (BARROS, 2012).
Ribeiro (2011, p. 1) conceitua a dificuldade de aprendizagem como, [...] um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.
Segundo Santos; Santos (2007, p. 1):
O objetivo do diagnóstico não é a inclusão do sujeito em uma categoria do não aprender, mas obter uma compreensão global da sua forma de aprender e dos desvios que estão ocorrendo neste processo que leve a um prognóstico e encaminhamento para o problema de aprendizagem.
O profissional indicará a dificuldade de aprendizagem, através do que foi produzido na sessão diagnóstica realizadas pelo psicopedagogo clinico, onde indicará uma das dificuldades em que o mesmo se encontra, onde após a devolutiva aos ‘queixoso, se dará inicio a intervenção e a compreensão de como se trabalhar com o sujeito para integração escolar e social.
A psicopedagogia é uma área que direciona sua investigação com auxilio de outras profissionais como, Psicologia, Psicanálise, Lingüística, Fonoaudióloga, Medicina, Neurologista, Pedagogia, criando um grupo para auxiliar em possíveis doenças que não façam parte da área do psicopedagogo, auxiliando no diagnostico dando suporte que o ajudará a conhecer ou reconhecer as dificuldades para um possível encaminhamento.
4 .1 DISLEXIA
O sujeito com dislexia tem disfunção neurológica, que afeta a leitura e escrita, tendo dificuldades em associar sons e letras não sendo considerada uma doença, mas um distúrbio, necessitando de um acompanhamento multidisciplinar, que desenvolverá um estudo para  que o mesmo compreenda os sentidos e a intuição dos atos.
Segundo Sampaio (2009, p. 1), [...] dislexia é um termo que se refere às crianças que possui dificuldade na leitura e consequentemente na escrita, apesar do nível de inteligência ser normal ou acima da média.
O diagnóstico deve ser estudado minuciosamente, excluindo possíveis semelhanças com outras dificuldades, sendo a metodologia para alfabetiza- la   diferenciada, pois tem dificuldade em pronunciar os fonemas, os livros devem ser motivacionais, para o uso do lúdico sendo importante jogos que contenham letras.
4.2 DISGRAFIA
O disgráfico tem uma tarefa difícil, a escrita, sentindo-se cansado, tendo a mesma como desafio, tem diferentes graus de dificuldade tais como, descer e subir escadas, utilizar tesouras, andar de bicicleta, amarrar o cordão dos sapatos, jogar ou pegar a bola, dentre outras (LEVINE, 2012).
Disgrafia segundo Sampaio (2009, p. 2), é a dificuldade na escrita, também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.
           O sujeito deve ser avaliado continuamente, evitando repreensões, e marcações em sua atividade a exemplo de canetas vermelhas, evitando ocasionar à baixa alto estima.
4.3 DISCALCULIA
A Discalculia é confundida por educadores ou pais como preguiça, sendo a mesma uma dificuldade em matemática, levando o sujeito ao fracasso escolar por não finalizarem simples operações de calculo, tais como uma conta de adição. 
Sampaio (2004 apud Carraher 2002, p. 72) afirma que:
Vários estudos sobre o desenvolvimento da criança mostram que termos quantitativos como “mais”, “menos”, “maior”, “menor” etc. são adquiridos gradativamente e, de início, são utilizados apenas no sentido absoluto de “o que tem mais”, “o que é maior” e não no sentido relativo de”, “ter mais que” ou “ser maior que.
O aluno com Discalculia, sendo acompanhado por um psicopedagogo, irá orientar o educador do mesmo a trabalhar o lúdico, visando auxiliar na classificação, habilidades motoras espaciais e contagem em sala de aula, sanando a dificuldade e recuperando a auto-estima (SAMPAIO, 2009).
4.4 TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO (TDA) COM OU SEM HIPERATIVIDADE
               O sujeito com TDAH, não frenquenta a escola em tempo regular, pois torna- se para o mesmo cansativo, não conseguindo ficar em um ambiente por muito tempo.
Sampaio (2004, p. 1), cita que, caracterizada por freqüentes estados de desatenção, de impulsividade e, geralmente, por um excesso de atividade motora (hiperatividade) que podem interferir com a capacidade do indivíduo para a aprendizagem; pode ocorrer concomitantemente com outras DA.
A criança hiperativa destaca- se globalmente, por ser desorganizada, distraída, sem limites, não realizando as atividades completamente prejudicando o desenvolvimento escolar, sendo visto como problema pelo educador, onde não o respeita, tirando a concentração dos colegas, através de brincadeiras inoportunas. O educador deverá está atento ao comportamento do sujeito, com problemas em casa, procura extravasar na escola através da inquietude, sendo confundidos com hiperativos, cabendo a escola encaminhá-lo ao psicopedagogo para um diagnóstico detalhado (SAMPAIO, 2009).
5 O SURGIMENTO DA PSICOPEDAGOGIA CLINICA NO BRASIL
No século XIX a atenção de um grupo composto por educadores, psiquiatras e neuro- psicanalistas, voltaram- se para um comportamento preocupante, o não aprendizado. Iniciou- um estudo que apontasse uma metodologia para a educação. A Argentina destacou- se especializando- se em tratar a dificuldade de aprendizagem, onde o trabalho existe há 30 anos. No Brasil, após estudiosos trabalharem a dificuldade como disfunção cerebral, chega na década de 70 a psicopedagogia sendo destacadas por diferentes estudiosos dentre os mesmos Visca (GRANDJEAN-THOMSEN, 2008).
Segundo Santos (2010, p. 1), [...] a Psicopedagogia é uma ciência que tem como objeto de estudo, o sujeito aprendiz. O psicopedagogo após levantamento de hipóteses, ao longo do processo ‘investigativo’ e diagnostico, interpreta o que lhe foi observado orientando- o para intervenção.
A psicopedagogia no Brasil surgiu em 1996. Através da Assembléia Geral no 3º Congresso Brasileiro de Psicopedagogia, onde o Código de Ética indica a área de atuação seja da saúde e educação, clinica ou institucional, trabalhando com a aprendizagem humana (MARTINS, 2007).
O Brasil ao corrigir injustiças, discriminações, provocar a inclusão social de todos na educação brasileira, garantiu a organização estável de crianças, jovens e adultos com necessidades especiais no sistema regular de ensino. Como afirma Vaz (2009, p. 1), a educação é um direito fundamental de todos, mulheres e homens de todas as idades, no mundo inteiro.
6 ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO PARA CRIANÇAS COM DIFICULDADES ATRAVÉS DO LÚDICO
O psicopedagogo trabalha com o lúdico no diagnóstico, porém o mesmo não pode avaliar pessoas de seu convívio ou aproximação de familiares, pois tal fato influenciará nos resultados, recomendando que seja avaliado por um colega sem aproximação.
O lúdico auxilia o psicopedagogo, de forma a trabalhar com o sujeito extrovertidamente, levando a socializar- se, expondo suas duvidas, limitações, dificuldades, timidez, auxiliando através das atitudes um direcionamento para o diagnostico e a intervenção.
Como cita Morais (2010 p. 9), no enfoque psicopedagógico os jogos representam situações-problemas a serem resolvidos, pois envolvem regras, apresentam desafios e possibilita observar como o sujeito age frente aos mesmos, qual sua estrutura de pensamento, como reage diante de dificuldades.
O lúdico não pode ser aplicado exclusivamente como brincadeira, mas como uma atividade voltada para o ensino aprendizagem, sendo planejada anteriormente com objetivos especifico a serem alcançados.
O psicopedagogo utiliza diferentes instrumentos para o diagnostico entre os mesmo o lúdico, a exemplo, música, analisando no sujeito a conclusão do comando, a lateralidade, a postura, em um quebra cabeça a formação da figura do mesmo, observações importantes que conduzirão para devolutiva, informando ao pai o a dificuldade ou se o mesmo a possui.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebeu- se no artigo a importância do lúdico como instrumento psicopedagógico para crianças com dificuldades de aprendizagem, levando o mesmo a conhecer o sujeito de forma espontânea e divertida.
Verificou- se que o lúdico não é apenas brincar, possui objetivos a serem observados pelo olhar psicopedagogico que levará um diagnostico e a identificação da dificuldade de aprendizagem do sujeito.
O trabalho relatou o surgimento, a contextualização do lúdico, a Discalculia, TDAH, Disgrafia e dislexia, como algumas das dificuldades de aprendizagem, e a atuação do psicopedagogo com a utilização lúdica, como apoio ao diagnostico, sendo realizado com avaliações e provas.
Conclui- se que o uso lúdico auxilia o psicopedagogo para o diagnóstico da dificuldade de aprendizagem, de forma descontraída, dando ao profissional o material necessário para que possa de forma segura, realizar a devolutiva e encaminhar o sujeito a intervenção psicopedagogica ou ao profissional responsável.
O objetivo foi alcançado com êxito expondo as atividades lúdicas para o diagnóstico psicopedagogo, onde o mesmo o utiliza de forma descontraída com o sujeito, levando- o a expor o que sabe de forma natural e espontânea, assim realiza as atividades que de forma clara auxiliará o mesmo a chegar a uma hipótese final.




[1]Entrevista Familiar Exploratória Situacional.
[2] Primeira sessão com a criança, antes mesmo de entrevistar os pais.