Acassio de Souza Arnaldo
Bacharelado em Ciências Contábeis
10/12/10
RESUMO
Este trabalho tem por objetivo estabelecer uma reflexão em torno do aluno EAD – a autonomia se faz necessária? Sim, sendo o mesmo uma nova modalidade de aprendizado, e educando deverá ter objetivos e determinações, para realização dos trabalhos e o estudo extraclasse.
Palavras-chave: Autonomia; EAD; Necessidades.
1. INTRODUÇÃO
A sociedade, de um modo geral, sempre buscou estruturar regras, costumes e benefícios para propagar sua espécie, qualidade de vida, assim como a construção de alguns mecanismos que pudessem atender suas necessidades. Atualmente, a sociedade que esta em busca do conhecimento exige atualização quase imediata do saber, como afirma Santos (2010, p. 1): “[...] pois a Educação a Distância tem sua estrutura descentralizada e proporciona uma nova vivência aos alunos e professores, trazendo em seu bojo uma nova cultura, a do trabalho em rede”.
A aprendizagem à distância surge como uma possibilidade e cria-se um novo olhar para a educação, pois ela disponibiliza as pessoas um novo modelo educacional, no qual utiliza os mecanismos tecnológicos disponíveis da época para alcançar diversos povos.
A EAD
é vista como a modalidade de aprendizagem que tem como contexto educacional a expansão veloz do aprendizado no cenário mundial. A liberdade de escolha, para determinar o seu espaço de estudo e tempo que será definida pelo aluno, necessitará de autonomia, fixando os prazos pré-estabelecidos pelo professor para que o aluno realize as suas atividades. Veiga (apud SANTOS, 2010, p.1).
2. AUTONOMIA NA APRENDIZAGEM
A autonomia na aprendizagem tem se tornado algo de extrema importância, pois vem sendo de um modo democrático e necessita de disciplina, decisão, organização, persistência, motivação, avaliação e responsabilidade.
Cada indivíduo tem seu método preferencial de aprendizagem que adquire no decorrer de seu processo escolar. Para que o aprendiz construa sua autonomia de acordo com o tempo, o ensino à distância disponibiliza e torna viável várias linguagens de aprendizagem para um determinado assunto.
Um aprendiz autônomo no universo acadêmico da educação à distância deve saber utilizar de certa forma os recursos tecnológicos que a modalidade disponibiliza, adequando as diversas necessidades individuais que vai de acordo a flexibilidade de horário para o estudo, atendimento personalizado, inovação das metodologias de ensino, aperfeiçoamento e novas oportunidades de avaliação da aprendizagem, sem manchar suas normatizações legais, assim como o grande crescimento de um relacionamento interpessoal. (ARCÚRIO, 2008, p. 02). Vejamos algumas das tecnologias utilizadas:
FIGURA 1: RECURSOS UTILIZADOS NO ENSINO EAD.
FONTE: MORAN, José Manuel. A ESCOLHA DE UM CURSO A DISTÂNCIA, 2010. Disponível em: < http://polotabirauab.blogspot.com/2010/03/escolha-de-um-curso-distancia.html>. Acesso em 10 dez. 2010.
A autonomia do aprendiz é respeitada na modalidade à distância, certa vez que reconhece as mudanças que acontecem na sociedade e lhes fornece subsídios de atualização e práticas educacionais condizentes à esta nova realidade mundial. A autonomia não significa independência, pois a educação é firmado socialmente, como destacou Freire (apud ARCÚRIO, 2008, p. 2): “[...] no giro epistemológico da educação a docência e a investigação vão juntas, onde todos os participantes serão investigadores e onde há o processo de recriação e criação do conhecimento”.
Ao professor cabe promover a comunicação na comunidade de aprendizagem, incentivando o intercâmbio de experiências e a circulação do saber entre os agentes do processo (ARCURIO, 2008, p. 03).
3. OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A educação a distância tem adquirido maior importância, seriedade e respeito de acordo as novas procuras sociais. Ainda que, tenha se tornado alvo de um enorme preconceito devido à abordagem qualitativa do ensino.
O alcance do efetivo compromisso no ato da aprendizagem dos educandos e a superação do estigma que a caracteriza como um método fácil para se chegar à diplomação, este tema tem sido discutida por seus idealizadores e precursores que tentam por algum meio resolve-la.
Mais um desafio que um aprendiz do ensino a distância deve superar é o grande surgimento de inúmeros preconceitos para com o aprendiz do ensino a distância, observa-se que muitos são os desafios com os quais se depara a educação a distância, mas para cada um deles há uma reflexão e uma proposta.
A dificuldade que trata dos relacionamentos interpessoais na educação a distância é devido demonstrar formas de combate através de momentos presenciais individuais e coletivos, estruturação de comunidades educativas próximas às residências ou do trabalho, tutoria, assim como a utilização da tecnologia que derruba barreiras.
Ao tratar da importância mútua entre a autonomia e a coletividade, Arcúrio (2008, p. 3) destaca: “[...] a autonomia não é um valor absoluto, fechado em si mesmo, mas um valor que se define numa relação de interação social”.
São inúmeros os desafios que a educação a distância tem que passar, contudo para cada um dos mesmos há uma reflexão e uma proposta. Cabe aos seus idealizadores a perpetuação desta conscientização.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A autonomia da aprendizagem na educação a distância é um assunto que requer diversas discussões sobre o tema a respeito de seus inúmeros desafios e conquistas. Entender todos os seus verdadeiros significados de acordo as suas inovadoras formas de ensino e aprendizagem no tempo atual.
A utilização dos recursos tecnológicos abraçados pela educação à distância, é normal que estes contribuam com as possibilidades de compreensão e reelaboração de certo conhecimento, são formados e apresentados de varias maneiras e diferentes linguagens aos discentes. Oportunizar flexibilidade e adequação aos períodos de estudo, de acordo com a necessidade do interessado, é algo genial para um indivíduo pertencente à sociedade do conhecimento.
Nunca se deixar levar devido a uma determinada dificuldade, pois desafios foram criados para serem dignamente superados e não servem como desculpa de um provável erro de acordo com uma tentativa de superar os acertos.
5. REFERÊNCIAS
ARCÚRIO, Michelle Salgado Ferreira. Autonomia do aprendiz na educação a distância, 2008. Disponível em: http://www.partes.com.br/educacao/autonomiadoaprendiz>. Acesso em: 08 dez. 2010.
FREIRE, PAULO. SITUAÇÕES- LIMITE. In: ARCÚRIO, Michelle Salgado Ferreira. Autonomia do aprendiz na educação a distância, 2008. Disponível em: http://www.partes.com.br/educacao/autonomiadoaprendiz>. Acesso em: 08 dez. 2010.
MORAN, José Manuel. A ESCOLHA DE UM CURSO A DISTÂNCIA, 2010. Disponível em: < http://polotabirauab.blogspot.com/2010/03/escolha-de-um-curso-distancia.html>. Acesso em 10 dez. 2010.
SANTOS, Ednilde Guerra Terças. EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: entraves e avanços, 2010. Disponível em: <http://www.anated.org.br/index.php/multimidia/artigos/159-educacao-a-distancia-entraves-e-avancos.html>. Acesso em: 08 dez. 2010.
VEIGA, Ricardo Teixeira. O ensino à distância pela internet: conceito e proposta de Avaliação. In: SANTOS, Ednilde Guerra Terças. EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: entraves e avanços, 2010. Disponível em: <http://www.anated.org.br/index.php/multimidia/artigos/159-educacao-a-distancia-entraves-e-avancos.html>. Acesso em: 08 dez. 2010.