RUBIA GRACIELA DE SOUZA ARNALDO
1
INTRODUÇÃO
O pesquisa teve como tema o lúdico como
instrumento psicopedagógico para crianças com dificuldades de aprendizagem e a
contribuição das atividades lúdicas para a atuação do psicopedagogo, tendo como
problema, como as atividades lúdicas contribuem para a atuação do psicopedagogo
no diagnóstico.
Justifica- se o lúdico como instrumento
de aprendizagem na atuação do psicopedagogo, tornado- se freqüente, trazendo um
trabalho consciente, observando o avanço de cada caso, tendo a importância de
se compreender a dificuldade, procurando desenvolver diariamente atividades com
o lúdico, para o diagnóstico da dificuldade de aprendizagem.
O tema teve como fundamento teórico: A formação
social da mente que estuda o sujeito com dificuldade de aprendizagem.
Como afirma Vygotsky (2007, p. 2), “[...] o
brinquedo exerce enorme influência na promoção do desenvolvimento infantil,
apesar de não ser o aspecto predominante da infância. [...] o termo brinquedo
refere-se essencialmente ao ato de brincar, à atividade”. O olhar do
psicopedagogo deverá ser individual a cada criança, onde, na sessão diagnóstica
partindo da queixa recebida seja pelo professor, pais ou instituição, onde após
o levantamento de hipóteses e analise das atividades realizadas chegará a um
diagnostico, ou seja, a dificuldade do sujeito, correspondendo à faixa etária
de idade, realiza o trabalho tendo a finalidade desejada.
O lúdico deixou de dar sentido apenas ao
brincar, completando a vida dos seres humanos, destacando que a atividade
lúdica abrange a ação final e os momentos vivenciados pelo sujeito
naturalmente.
Há muito tempo vem-se discutindo as
questões dos jogos e das brincadeiras, principalmente quais efeitos positivos
podem afetar na vida da criança.
O despertar da leitura e escrita é uma
ação natural do sujeito, onde o educador é o mediador, tendo por meio de
atividades lúdicas apoio à metodologia de alcance da fala e escrita.
As atividades de brincar e jogar, sendo
orientadas corretamente por um psicopedagogo, ou outro profissional da área,
fornecerá um desenvolvimento em relação a dificuldade de aprendizagem, mudando
o comportamento do sujeito, onde estará interagindo naturalmente, permitindo
que a mesma desenvolva a coordenação motora, a atenção, desenvolve a expressão
corporal, estimulando a iniciativa, dentre outros aspectos.
Segundo Marcelino (1996, p. 38):
É fundamental
que se assegure à criança o tempo e os espaços para que o caráter lúdico do lazer
seja vivenciado com intensidade capaz de formar a base sólida para a
criatividade e a participação cultural e, sobretudo para o exercício do prazer
de viver, e viver, como diz a canção [...] como se fora brincadeira de roda
[...].
O
momento em que a criança está submergida pelo brinquedo torna- se mágico e
precioso, expondo a aptidão de observar, mantendo a atenção concentrada e
produtiva, explorando naturalmente o brinquedo, mesmo que não seja o que se
espera, através da forma em que brinca, o psicopedagogo estará analisando-o,
com o intuito de conhecer o comportamento e a interação do mesmo.
O brincar cantado
ou de roda favorecem a musicalidade, a dança, dramaturgia, mímica e jogos, (a
depender de cada atividade), simbolizando conhecimentos que contribuem para o
desenvolvimento do sujeito.
O objetivo geral foi verificar como as
atividades lúdicas contribuem para excluir a dificuldade de aprendizagem,
através da atuação do psicopedagogo. E tendo como os específicos: avaliar
através do diagnóstico a aprendizagem, usando o lúdico na fixação da
aprendizagem; compreender como crianças com dificuldade de aprendizagem aperfeiçoam-
se com a utilização da metodologia lúdica; citar como o psicopedagogo usa o
lúdico no seu trabalho diário.
A metodologia utilizada foi pesquisa
bibliográfica de livros, revistas e internet, fazendo com que o artigo tenha
informações necessárias para a conclusão, tendo como método o descritiva-
exploratória.
Observar a convivência da criança
através da metodologia lúdica, torna- se possível relaciona- la com o mundo em
que vive, aperfeiçoando o desenvolvimento da personalidade, onde a mesma,
formará opiniões, concretas e coerentes, para o bom convívio, interagindo com o
meio em que vive (MAURICIO, 2009).
2 CONTEXTUALIZANDO O LÚDICO
Os jogos são atividades orientadas que auxiliam
nas atividades escolares, despertando na criança a dedicação ao jogo,
estimulando a leitura e escrita, onde a mesma ingressará na sociedade de forma
natural.
Segundo Alves, (1987,
p.1), “o lúdico privilegia a criatividade e a imaginação, por sua própria
ligação com os fundamentos do prazer. Não comporta regras preestabelecidas, nem
velhos caminhos já trilhados, abre novos caminhos, vislumbrando outros
possíveis”.
O
lúdico não pode ser aplicado apenas como lazer ou diversão, deixando de lado o
objetivo de interagir o sujeito ao ambiente em que vive, sendo educativo, sentindo-
se atraído pelo brinquedo, cabendo ao psicopedagogo estimular o sujeito a explorar
o que lhe for oferecido, sem limite de tempo.
A
utilização do lúdico através do psicopedagogo segue as atividades associando o
brinquedo a idade adequada, analisando a competência de cada um para o
brinquedo que irá utilizar tanto quanto em qualidade, variedade, atividade que
será realizada e material utilizado para confeccionar, encontrando nas próprias
atitudes a resposta para as necessidades.
2.1
O LÚDICO COMO DIAGNÓSTICO PARA APRENDIZAGEM
Permite-
se durante as brincadeiras, que o sujeito consiga controlar as emoções, o medo,
alegria, angustia, zanga, contribuir, e compreender o lugar do outro, alcançar
e acatar regras. O
diagnóstico psicopedagogico compreenderá o sujeito observando os conhecimentos
e habilidades, onde suas atividades devem visar um resultado, e uma ação
dirigida para a busca de finalidades na aprendizagem.
O papel do psicopedagogo é importante
por ser um orientador que auxilia nas experiências educativas e de comunicação.
Sabe- se que o sujeito está dependente de situações prontas, portanto,
intervir, estimular a curiosidade para conhecer o ambiente que a cerca,
solucionando problemas, que possam ocorrer no ambiente escolar, familiar ou
social (SILVA, 2006).
A atividade lúdica no diagnóstico conduz
o psicopedagogo a conhecer brincando o sujeito analisado, onde sem perceber
mostrará o que sabe de forma descontraída, sem a necessidade de intervir ou dar
comandos, fazendo com que exponha as dificuldades ou talvez não existam,
faltando apenas estimulo ou a forma correta para aplicação do lúdico.
A
brincadeira é uma das linguagens utilizadas pelo sujeito, com a utilização da
atividade lúdica, fornecendo-lhe um ambiente propício a sua linguagem de
comunicação, bem como facilitar o processo de permanência em um ambiente onde
se sente acolhida e respeitada.
A atividade lúdica é um instrumento
utilizado pelo psicopedagogo para que o sujeito interaja de forma a socializar-
se naturalmente:
● As atividades lúdicas correspondem a um
impulso natural da criança, e neste sentido, satisfazem uma necessidade
interior, pois o ser humano apresenta uma tendência lúdica;
● O lúdico apresenta dois
elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. Ele é
considerado prazeroso, devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de
forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo. É este aspecto de
envolvimento emocional que o torna uma atividade com forte teor motivacional,
capaz de gerar um estado de vibração e euforia. Em virtude desta atmosfera de
prazer dentro da qual se desenrola, a ludicidade é portadora de um interesse
intrínseco, canalizando as energias no sentido de um esforço total para
consecução de seu objetivo. Portanto, as atividades lúdicas são excitantes,
mas também requerem um esforço voluntário;
|
Quadro 1: A
Importância do Lúdico na Aprendizagem
Como citado no quadro 1, o uso do
lúdico na pratica psicopedagogica leva o sujeito a criar idéias, definições, ambiente,
transformando o físico, deixando- o compatível ao comportamento, à idade de
cada sujeito.
A recriação de uma atividade lúdica sofre variações
existentes em torno dos jogos de roda, o trenzinho, o esconde-esconde, o
pega-pega, levando o sujeito a ‘reviver’ diferentes situações, vivenciadas na
infância, brincadeiras que foram passadas de pai para filho (LARA; PIMENTEL;
RIBEIRO, 2005).
2.1.1 Jogos
O psicopedagogo utiliza os jogos,
visando estimular a forma de pensar do sujeito, em costumes e decisões, que
deverão ser rápidas e corretas, sendo utilizadas através de atividades, gerando
uma preparação para o desenvolvimento desde a educação infantil até fase
adulta.
O aprendizado do sujeito ocorre
diferenciadamente, ou seja, em ritmos diferentes respeitando a competência de
cada um, sendo necessário, um ambiente adequado, para que ocorra a motivação permitindo
a aprendizagem.
O sujeito que não adquiri nas séries
iniciais, as competências das disciplinas, possivelmente terá dificuldades de
aprendizagem ou emocional, agravando- se a cada ano, vindo a causar frustração e
vergonha perante os antigos e novos colegas e às vezes, até pelos professores,
tornando – se crianças dispersas e relaxadas com seu material, não se
relacionam consigo mesmas e nem com os demais, criando sérios problemas de
indisciplinas no convívio escolar, ocorrendo através dos jogos fazendo com que
o sujeito desenvolva a auto critica, controlando as emoções, situação vista
pelo psicopedagogo através do diagnóstico.
Como cita Piaget
(1976, p. 160):
O jogo é,
portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório - motor, e
de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta
seu alimento necessário, e transformando o real em função das necessidades múltiplas
do eu. Por isso os métodos ativos de educação das crianças, exige a todos que
forneça as crianças um material conveniente, afim de que, jogando elas cheguem
a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à
inteligência infantil.
É preciso e importante, que se tenha um
espaço 100% estruturado, como, brinquedos complexos, para que ao brincar, o
sujeito na escola, com o auxilio do educador, que precisa ser criativo, improvisando
brinquedos, objetos simples, fáceis de serem encontrados e utilizados, podendo
ser construídos em classe, com materiais reciclados tais como, garrafas
plásticas e cordão, tendo o auxilio psicopedagogico, orientando com objetivos a
serem alcançados nas confecções e brincadeiras.
A criança precisa e deve explorar naturalmente
o brincar, mesmo que não seja o esperado. Por vezes desmontam, tiram peças, não
cabendo ao psicopedagogo induzir a atitude do sujeito ou intervir no faz de
conta, poderá sim, intermediar a inclusão de brinquedos ou brincadeiras que
possivelmente o sujeito não tenha notado,ouvindo- a, motivando- a, a falar, refletir
e inventar.
2.1.2 Música
A música tem
variados aspectos, o lado técnico que demanda pensamento claro, lógico e
matemático no estudo da acústica, da ciência do som, despertando habilidades
motoras na execução de um instrumento ou no canto, tendo grande valor
recreativo. Através da música o sujeito expressa as experiências e o
significado da vida na pratica cotidiana e não apenas um lúdico realizado em festas.
As brincadeiras cantadas e de roda,
propiciam ao psicopedagogo conhecer o sujeito, expondo o que sabe, contribuindo
para o diagnostico, sendo observada a lateralidade, ritmo, compreensão do
comando corporal.
De acordo com Noda (2000, p. 2), “[...]
as brincadeiras cantadas integram o conjunto de cantigas próprias da criança e
por ela entoadas em seus brinquedos ou ouvidas dos adultos quando pretendem
fazê-la adormecer ou instruí-la, transmitidas pela tradição oral”.
A meta da brincadeira cantada é analisar
a coordenação motora; rítmico; realizar a socialização; despertar para a música
e o movimento; melhorar o contato entre ambos os sexos; disciplinar emoção; timidez,
agressividade, incentivar a expressão e a criatividade (LARA; PIMENTEL;
RIBEIRO, 2005).
3 ETAPAS DO DIAGNÓSTICO
As dificuldades de aprendizagem são
identificadas, após o psicopedagogo receber a queixa sobre o sujeito, seja da
escola, dos pais, ou do educador diretamente, realizando sessões diagnósticas
com o sujeito, utilizando algumas avaliações através de sessões, sendo no
mínimo dez.
Como cita Weiss (1992, p.) como
referência para o diagnóstico, EFES,
EOCA,
Sessões lúdicas centradas na aprendizagem, Anaminese, Provas e testes, síntese diagnóstica, Entrevista de devolução e
encaminhamento.
Poderão ocorrer modificações nas
atividades a depender da queixa recebida, tendo o psicopedagogo que
determiná-la.
3.1 ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIO SITUACIONAL
(E. F. E. S.)
Na Entrevista Familiar Exploratória
Situacional (E. F. E. S.) o psicopedagogo compreende as queixas da escola e
familiar, planejando de forma dinâmica uma analise das pessoas que fazem parte
da família.
3.2
EOCA
A EOCA é baseada na psicopedagogia
social de Pichón Rivière, sendo um
objeto simples, mas rico nos resultados, onde o sujeito mostra ao entrevistador
o que sabe, o que lhe ensinaram, e o que aprendeu a fazer (SAMPAIO,2004, apud, VISCA, 1987).
A EOCA é a primeira sessão com a
criança, antes mesmo de entrevistar os pais utilizando a anaminese, onde o
entrevistador estará analisando exclusivamente o saber do entrevistado sem
interferência. Sampaio (2004, p. 3) propõe que:
[...] iniciar o
diagnóstico com a EOCA e não com a anamnese argumentando que "[...] os
pais, invariavelmente ainda que com intensidades diferentes, durante a anamnese
tentam impor sua opinião, sua ótica, consciente ou inconscientemente. Isto
impede que o agente corretor se aproxime 'ingenuamente' do paciente para vê-lo
tal como ele é para descobri-lo.
3.3
ENTREVISTA DE ANAMNESE
O psicopedagogo inicia a entrevista
ouvindo os pais, sem presa, deixando-os lembrar cada fato com detalhes, sendo
importante que a entrevista seja autentica, para que não influencie nos
resultados.
Segundo
Moura (2009, apud, WEISS 2003, p. 61) o objetivo da anamnese é:
[...] colher
dados significativos sobre a história de vida do paciente, [...] toda anamnese
já é, em si, uma intervenção na dinâmica familiar em relação à
"aprendizagem de vida". No mínimo se processa uma reflexão dos pais,
um mergulho no passado, buscando o início da vida do paciente, o que inclui
espontaneamente uma volta à própria vida da família como um todo.
Todos os movimentos dos pais deverão ser
colocados na observação da anamnese, se houve discordância de algum relato, se
tiveram duvidas, se não respondeu a alguma pergunta por que, dados que no na
devolutiva terão validade para o diagnóstico.
3.4 SESSÕES LÚDICAS CENTRADAS NA APRENDIZAGEM
(PARA CRIANÇAS)
O
psicopedagogo utiliza o lúdico como atividade complementar visando levantar
hipóteses observando o brincar do sujeito, analisar a criatividade do mesmo
levando- o a explorar o seu eu.
Como
cita Meyer (2007, p.1), “a criança com dificuldades de aprendizagem muitas
vezes é rotulada, sendo chamada de “perturbada”, incapaz “ou” retardada”.
O jogo não deve ser visto apenas como uma
distração para o sujeito, o mesmo desenvolve a iniciativa, alto- estima e em
alguns casos retrata o ambiente familiar.
3.5 PROVAS E TESTES
O objetivo das provas projetivas é
investigar o sujeito sobre as competências que possui sendo, escolar, familiar e
consigo mesmo, onde Sampaio observa que:
O princípio básico é: de que maneira o sujeito percebe,
interpreta e manuseia o material ou a reflexão dos aspectos fundamentais, onde
detecta- se dificuldades afetivas existentes no processo de aprendizagem de nível
geral e especificamente escolar (SAMPAIO, 2004, apud WEISS 2003).
3.6 SÍNTESE DIAGNÓSTICA
Ao final das sessões o psicopedagogo avaliará todas as atividades
realizadas, os objetivos alcançados, e levantará uma hipótese, dando inicio a
analise e o diagnostico indicando o tipo de dificuldade do sujeito, dando o
resultado final a queixa inicial.
O psicopedagogo deverá analisar minuciosamente, pois deverá está convicto
para expor a dificuldade na devolutiva e solicitar o encaminhamento.
Como cita Morais (2010, p. 12) apud PAÍN (1992, p.
69), uma vez recolhida toda a informação (...) é necessário avaliar o peso de
cada fator na ocorrência do transtorno da aprendizagem.
3.7 ENTREVISTA DE
DEVOLUÇÃO E ENCAMINHAMENTO
A entrevista de devolução
e encaminhamento é o momento em que o psicopedagogo reuni- se com o sujeito e
depois com o queixoso, para informar a conclusão relação ao sujeito. Por ser um
momento esperado por ambos, onde o profissional devera está atento as possíveis
duvidas sobre o relatório ou a aplicação das atividades.
Ao sujeito será relatado de inicio palavras de auto-estima, evitando
colocá-lo em situação onde possa se culpar por ter a dificuldade, mostrando- a
possíveis atitudes para melhorar a aprendizagem.
Aos pais, pontuar possível super proteção, como auxiliar nas atividades
de casa e, se necessário, um encaminhamento ao profissional que o psicopedagogo
julgue necessário para o tratamento.
4 PRINCIPAIS
DIFICUDADES DE APRENDIZAGEM
O olhar psicopedagogico utiliza o
diagnostico para avaliar o fato que possa ter ocasionado a dificuldade, seja
orgânica ou emocional, analisando o possível estado de tristeza, desordem,
desinteresse, processos que desencadeiam a desmotivação ao aprendizado, onde
pais e professores conceituam como desatenção escolar (BARROS, 2012).
Ribeiro (2011, p. 1) conceitua a
dificuldade de aprendizagem como, [...]
um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas
por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão
auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.
Segundo Santos; Santos (2007, p. 1):
O objetivo do
diagnóstico não é a inclusão do sujeito em uma categoria do não aprender, mas
obter uma compreensão global da sua forma de aprender e dos desvios que estão
ocorrendo neste processo que leve a um prognóstico e encaminhamento para o
problema de aprendizagem.
O profissional indicará a dificuldade de
aprendizagem, através do que foi produzido na sessão diagnóstica realizadas pelo psicopedagogo
clinico, onde indicará uma das dificuldades em que o mesmo se encontra, onde
após a devolutiva aos ‘queixoso, se dará inicio a intervenção e a compreensão
de como se trabalhar com o sujeito para integração escolar e social.
A psicopedagogia é uma área que
direciona sua investigação com auxilio de outras profissionais como,
Psicologia, Psicanálise, Lingüística, Fonoaudióloga, Medicina, Neurologista,
Pedagogia, criando um grupo para auxiliar em possíveis doenças que não façam
parte da área do psicopedagogo, auxiliando no diagnostico dando suporte que o ajudará a conhecer
ou reconhecer as dificuldades para um possível encaminhamento.
4 .1 DISLEXIA
O sujeito com dislexia tem disfunção
neurológica, que afeta a leitura e escrita, tendo dificuldades em associar sons
e letras não sendo considerada uma doença, mas um distúrbio, necessitando de um
acompanhamento multidisciplinar, que desenvolverá um estudo para que o mesmo compreenda os sentidos e a
intuição dos atos.
Segundo Sampaio (2009, p. 1), [...] dislexia é um
termo que se refere às crianças que possui dificuldade na leitura e
consequentemente na escrita, apesar do nível de inteligência ser normal ou
acima da média.
O diagnóstico deve ser estudado minuciosamente,
excluindo possíveis semelhanças com outras dificuldades, sendo a metodologia
para alfabetiza- la diferenciada, pois
tem dificuldade em pronunciar os fonemas, os livros devem ser motivacionais,
para o uso do lúdico sendo importante jogos que contenham letras.
4.2
DISGRAFIA
O disgráfico tem uma tarefa difícil, a escrita,
sentindo-se cansado, tendo a mesma como desafio, tem diferentes graus de
dificuldade tais como, descer e subir escadas, utilizar tesouras, andar de
bicicleta, amarrar o cordão dos sapatos, jogar ou pegar a bola, dentre outras (LEVINE, 2012).
Disgrafia segundo Sampaio (2009, p. 2), é a
dificuldade na escrita,
também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de
recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito
lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra
ilegível.
O
sujeito deve ser avaliado continuamente, evitando repreensões, e marcações em
sua atividade a exemplo de canetas vermelhas, evitando ocasionar à baixa alto
estima.
4.3
DISCALCULIA
A Discalculia é confundida por educadores
ou pais como preguiça, sendo a mesma uma dificuldade em matemática, levando o
sujeito ao fracasso escolar por não finalizarem simples operações de calculo,
tais como uma conta de adição.
Sampaio (2004 apud Carraher 2002, p. 72) afirma que:
Vários estudos
sobre o desenvolvimento da criança mostram que termos quantitativos como
“mais”, “menos”, “maior”, “menor” etc. são adquiridos gradativamente e, de
início, são utilizados apenas no sentido absoluto de “o que tem mais”, “o que é
maior” e não no sentido relativo de”, “ter mais que” ou “ser maior que.
O aluno com Discalculia, sendo acompanhado por um
psicopedagogo, irá orientar o educador do mesmo a trabalhar o lúdico, visando
auxiliar na classificação, habilidades motoras espaciais e contagem em sala de
aula, sanando a dificuldade e recuperando a auto-estima (SAMPAIO, 2009).
4.4
TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO (TDA) COM OU SEM
HIPERATIVIDADE
O
sujeito com TDAH, não frenquenta a escola em tempo regular, pois torna- se para
o mesmo cansativo, não conseguindo ficar em um ambiente por muito tempo.
Sampaio (2004, p. 1), cita que,
caracterizada por freqüentes estados de desatenção, de impulsividade e,
geralmente, por um excesso de atividade motora (hiperatividade) que podem
interferir com a capacidade do indivíduo para a aprendizagem; pode ocorrer
concomitantemente com outras DA.
A criança hiperativa destaca- se
globalmente, por ser desorganizada, distraída, sem limites, não realizando as
atividades completamente prejudicando o desenvolvimento escolar, sendo visto
como problema pelo educador, onde não o respeita, tirando a concentração dos
colegas, através de brincadeiras inoportunas. O educador deverá está atento ao
comportamento do sujeito, com problemas em casa, procura extravasar na escola
através da inquietude, sendo confundidos com hiperativos, cabendo a escola
encaminhá-lo ao psicopedagogo para um diagnóstico detalhado (SAMPAIO, 2009).
5
O SURGIMENTO DA PSICOPEDAGOGIA CLINICA NO BRASIL
No século XIX a atenção de um grupo
composto por educadores, psiquiatras e neuro- psicanalistas, voltaram- se para
um comportamento preocupante, o não aprendizado. Iniciou- um estudo que
apontasse uma metodologia para a educação. A Argentina destacou- se
especializando- se em tratar a dificuldade de aprendizagem, onde o trabalho
existe há 30 anos. No Brasil, após estudiosos trabalharem a dificuldade como
disfunção cerebral, chega na década de 70 a psicopedagogia sendo destacadas por
diferentes estudiosos dentre os mesmos Visca (GRANDJEAN-THOMSEN, 2008).
Segundo Santos (2010, p. 1), [...] a
Psicopedagogia é uma ciência que tem como objeto de estudo, o sujeito aprendiz.
O psicopedagogo após levantamento de hipóteses, ao longo do processo
‘investigativo’ e diagnostico, interpreta o que lhe foi observado orientando- o
para intervenção.
A psicopedagogia no Brasil surgiu em
1996. Através da Assembléia Geral no 3º Congresso Brasileiro de Psicopedagogia,
onde o Código de Ética indica a área de atuação seja da saúde e educação,
clinica ou institucional, trabalhando com a aprendizagem humana (MARTINS, 2007).
O Brasil ao corrigir injustiças,
discriminações, provocar a inclusão social de todos na educação brasileira,
garantiu a organização estável de crianças, jovens e adultos com necessidades
especiais no sistema regular de ensino. Como afirma Vaz (2009, p. 1), a
educação é um direito fundamental de todos, mulheres e homens de todas as
idades, no mundo inteiro.
6 ATUAÇÃO DO
PSICOPEDAGOGO PARA CRIANÇAS COM DIFICULDADES ATRAVÉS DO LÚDICO
O psicopedagogo
trabalha com o lúdico no diagnóstico, porém o mesmo não pode avaliar pessoas de
seu convívio ou aproximação de familiares, pois tal fato influenciará nos
resultados, recomendando que seja avaliado por um colega sem aproximação.
O lúdico auxilia
o psicopedagogo, de forma a trabalhar com o sujeito extrovertidamente, levando
a socializar- se, expondo suas duvidas, limitações, dificuldades, timidez,
auxiliando através das atitudes um direcionamento para o diagnostico e a
intervenção.
Como
cita Morais (2010 p. 9), no enfoque psicopedagógico os jogos representam
situações-problemas a serem resolvidos, pois envolvem regras, apresentam
desafios e possibilita observar como o sujeito age frente aos mesmos, qual sua
estrutura de pensamento, como reage diante de dificuldades.
O lúdico não
pode ser aplicado exclusivamente como brincadeira, mas como uma atividade
voltada para o ensino aprendizagem, sendo planejada anteriormente com objetivos
especifico a serem alcançados.
O psicopedagogo
utiliza diferentes instrumentos para o diagnostico entre os mesmo o lúdico, a
exemplo, música, analisando no sujeito a conclusão do comando, a lateralidade,
a postura, em um quebra cabeça a formação da figura do mesmo, observações
importantes que conduzirão para devolutiva, informando ao pai o a dificuldade
ou se o mesmo a possui.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebeu- se no artigo a importância do
lúdico como instrumento psicopedagógico para crianças com dificuldades de
aprendizagem, levando o mesmo a conhecer o sujeito de forma espontânea e
divertida.
Verificou- se que o lúdico não é apenas
brincar, possui objetivos a serem observados pelo olhar psicopedagogico que
levará um diagnostico e a identificação da dificuldade de aprendizagem do
sujeito.
O trabalho relatou o surgimento, a
contextualização do lúdico, a Discalculia, TDAH, Disgrafia e dislexia, como
algumas das dificuldades de aprendizagem, e a atuação do psicopedagogo com a
utilização lúdica, como apoio ao diagnostico, sendo realizado com avaliações e
provas.
Conclui- se que o uso lúdico auxilia o
psicopedagogo para o diagnóstico da dificuldade de aprendizagem, de forma
descontraída, dando ao profissional o material necessário para que possa de
forma segura, realizar a devolutiva e encaminhar o sujeito a intervenção
psicopedagogica ou ao profissional responsável.
O objetivo foi alcançado com êxito
expondo as atividades lúdicas para o diagnóstico psicopedagogo, onde o mesmo o
utiliza de forma descontraída com o sujeito, levando- o a expor o que sabe de
forma natural e espontânea, assim realiza as atividades que de forma clara auxiliará
o mesmo a chegar a uma hipótese final.